A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou neste sábado (16) os detalhes da reunião marcada para este domingo (17) que tem como objetivo avaliar os pedidos de uso emergencial das vacinas contra a COVID-19 no Brasil.
Marcada para iniciar às 10h, a reunião contará com a presença de cinco integrantes da diretoria colegiada do órgão, responsáveis por tomar a decisão, e deve durar pelo menos cinco horas.
A Anvisa realiza neste domingo (17/1), a partir das 10h, a reunião de sua Diretoria Colegiada para apreciar os pedidos de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 do Instituto Butantan e da Fiocruz. A previsão de duração da reunião é de cinco horas. https://t.co/KY0CE15Pd2 pic.twitter.com/6leTmojIEz
— Anvisa (@anvisa_oficial) January 16, 2021
Neste domingo (17), os diretores vão analisar os pedidos para uso de duas vacinas contra a COVID-19 que foram testadas no Brasil: a CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac, e o imunizante da Fiocruz, desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.
A reunião será transmitida ao vivo pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e pelo canal da Anvisa no YouTube.
Ao todo, 50 profissionais da agência estão envolvidos diretamente nas análises das vacinas.
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AP Photo / Andre Penner
Governador de São Paulo, João Doria (à esquerda), e diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas (à direita), mostram dose da vacina CoronaVac, São Paulo, 9 de novembro de 2020
A decisão da diretoria é feita por maioria simples, ou seja, de cinco diretores, três votos a favor ou contra definem o resultado.
Três áreas técnicas vão fazer uma apresentação prévia: a área de medicamentos, que avalia os estudos clínicos e de eficácia e segurança; a área de certificação de Boas Práticas de Fabricação, que verifica se os locais de fabricação da vacina têm condições adequadas; e a área de monitoramento de eventos adversos, que fiscaliza e investiga depois da vacinação se as pessoas tiveram alguma reação à vacina.
Doses da vacina contra a COVID-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca
Após as apresentações, a diretora Meiruze Freitas, relatora dos pedidos, lê o voto e os diretores se posicionam dizendo se aprovam ou não o uso emergencial dos imunizantes. Os dois pedidos de uso emergencial são analisados de forma independente.
Não há necessidade de publicação no Diário Oficial da União e a decisão passa a valer a partir do momento em que houver a comunicação oficial ao laboratório.
