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BA: Policiais militares são investigados por estuprarem mulher em Salvador

BA: Policiais militares são investigados por estuprarem mulher em Salvador

No dia 12 de fevereiro, no Circuito Dodô da capital baiana (Barra-Ondina), na primeira noite de carnaval, uma mulher denunciou que foi estuprada por três policiais militares em um banheiro químico. O caso revela a gravidade da violência policial na Bahia, estado com a maior taxa de letalidade policial do Brasil. Só em 2024, foram 1.557 pessoas assassinadas pela polícia baiana. 

As denúncias foram repercutidas pelo monopólio de imprensa um dia depois. A vítima teve seu depoimento repassado à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), que através do seu secretário reacionário Marcelo Werner, pronunciou “se solidarizar” com a vítima e afirmou que “equipes seguem em campo buscando elucidar o caso de forma rápida e séria, com busca de imagens, novos testemunhos e identificação de eventuais autores”. A afirmação entra em conflito com os recentes escândalos de impunidade e morosidade a crimes realizados por policiais militares da Bahia. 

De acordo com o monopólio de imprensa da CNN, “Após procurar atendimento, ela prestou depoimento e foi encaminhada ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para realização de exames periciais.”

O prefeito reacionário de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), também, sem tomar nenhuma ação, tentou esquivar-se da situação, dizendo que sob o seu governo “há garantia de segurança”, justificando o crime pela lógica de que em “um evento desse, não dá pra ter 100% de controle”.  Não houve nenhuma palavra do governo estadual oportunista de Jerônimo Rodrigues (PT), que comanda a PM. O caso é o terceiro registro de violência sexual contra mulheres, apenas nos últimos dias da capital. 

Os festejos de início de ano em Salvador são marcados por vários confrontos violentos e a Polícia Militar da Bahia, conhecida pelo seus “recordes” sanguinários, aproveita o “caos” para abusar ao máximo do seu monopólio da força e reprimir fortemente os foliões, especialmente durante os blocos que atraem as massas mais empobrecidas. Quando se trata das mulheres do povo, que carregam o peso do machismo, a situação se agrava ainda mais.

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Fonte: anovademocracia.com.br

Publicado em: 2026-02-19 13:15:00 | Autor: Giovanna Maria |

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