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Pesquisadora Priscila Montagna propõe modelo relacional que pode prevenir estresse e sofrimento emocional

Pesquisadora Priscila Montagna propõe modelo relacional que pode prevenir estresse e sofrimento emocional

Estamos adoecendo pela forma como nos relacionamos?

Pesquisadora brasileira afirma que vínculos desorganizados são fator invisível de estresse crônico e sofrimento emocional

Depressão, ansiedade, obesidade, exaustão. A medicina tradicional costuma tratar sintomas. Mas e se parte do adoecimento contemporâneo estiver diretamente ligada à forma como nos relacionamos?

Essa é a provocação feita por Priscila Paula da Silva Falkowski Montagna, pesquisadora independente e idealizadora da Relação Horizontal®, modelo autoral que propõe a maturidade relacional como estratégia preventiva em saúde emocional e sistêmica.

Autodidata há mais de 25 anos nas áreas da saúde, neurociência do desenvolvimento e trauma, Priscila integra fundamentos da Teoria do Apego, desenvolvida por John Bowlby, da Comunicação Não Violenta de Marshall Rosenberg e estudos históricos sobre estruturas de poder analisadas por Gerda Lerner. Sua hipótese central é direta: relações verticalizadas, baseadas em controle, submissão, dependência e medo, ativam estados prolongados de estresse que impactam o sistema nervoso e, consequentemente, o corpo.

A tese nasce também de experiência pessoal. Após enfrentar um quadro profundo de depressão pós-parto, associado a diagnóstico equivocado que resultou em internações, Priscila iniciou um processo de investigação sobre os efeitos do estresse relacional na saúde mental. No mesmo período, enfrentou obesidade severa, eliminando cerca de 50 quilos por meio de metodologia própria baseada em reorganização emocional, regulação do sistema nervoso e princípios da medicina funcional integrativa.

Pessoa com altas habilidades/superdotação (AHSD), também relata os desafios enfrentados por indivíduos atípicos frequentemente mal diagnosticados, especialmente quando hipersensibilidade e intensidade emocional são confundidas com patologias. Segundo ela, a ausência de ambientes relacionais seguros potencializa sofrimento psíquico e agrava quadros de desregulação.

Para Priscila, o problema não é apenas biológico é relacional.

“Vivemos sob estresse não apenas por excesso de trabalho, mas por relações estruturadas na verticalidade. Onde há medo constante, o corpo nunca descansa. O sistema nervoso aprende a sobreviver, não a viver”, afirma.

A Relação Horizontal® propõe a transição desse modelo vertical para uma estrutura baseada em responsabilidade mútua, limites claros e maturidade emocional. Segundo a pesquisadora, vínculos organizados podem funcionar como fator protetivo contra estresse tóxico, ansiedade crônica e padrões de exaustão.

A provocação que deixa é simples, mas desconfortável:

se nossas relações permanecem desorganizadas, é possível falar em saúde ?

Em um cenário global de crescente adoecimento emocional, a discussão proposta por Priscila amplia o debate: talvez não seja apenas o estilo de vida que precise ser revisto, mas o modo como nos vinculamos.

Priscila Montagna é Fundadora do Movimento Relação Horizontal
Todo Comportamento é Comunicação
Vínculo é Transformação

Fonte: lifefashionmag.com

Publicado em: 2026-03-12 16:01:00 | Autor: Maria Emilia Genovesi |

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