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Brasil tem ‘capacidade extremamente limitada’ para proteger a Amazônia Azul, diz analista (VÍDEOS)

Brasil tem ‘capacidade extremamente limitada’ para proteger a Amazônia Azul, diz analista (VÍDEOS)

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A crise no Oriente Médio e a disputa pelo estreito de Ormuz, além dos impactos econômicos, colocaram o tema do controle de rotas marítimas estratégicas em… 15.04.2026, Sputnik Brasil

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Nesse cenário, Ricardo Cabral, editor do canal Geopolítica & História Militar e coautor do livro “Guerra na Ucrânia: análises e perspectivas”, disse à Sputnik Brasil que Brasília ainda não tem plenas condições de garantir a soberania dessa região oceânica. Rica em biodiversidade, a área compreende a Zona Econômica Exclusiva brasileira, com aproximadamente 3,6 milhões de km² de extensão.Outro ponto levantado pelo especialista em temas militares é que, paralelamente à prontidão para contra-atacar, é necessário renovar o sistema de vigilância. Para isso, seria preciso pensar em alternativas que possam ser executadas dentro do país.Prioridades para reforçar a defesa brasileiraPara Cabral, o fortalecimento da capacidade de pronto-emprego na defesa para a manutenção do controle da Amazônia Azul vai muito além de apenas armas e munições. É necessário investir em outras áreas estratégicas, como a aeroespacial e a nuclear, que dariam suporte e também a possibilidade de os militares brasileiros desenvolverem sua própria tecnologia.O analista faz um paralelo com a resistência do Irã frente ao conflito contra EUA e Israel para ressaltar a importância de que o orçamento e o planejamento militar sejam focados na produção dentro do Brasil como forma de assegurar o domínio da produção bélica.Cooperação estratégica pode estar dentro do BRICSPara a evolução das Forças Armadas, Cabral também observa que cooperações internacionais são de crucial importância no cenário global, principalmente aquelas que permitam a transferência de tecnologia. Nesse contexto, o pesquisador mencionou dois países do BRICS: Rússia e Índia.As rotas importantes para o comércio exterior, assim como regiões ricas em recursos energéticos no atual cenário geopolítico, podem significar tensões futuras devido a interesses de governos diversos. Desse modo, o avanço militar se torna tão vital quanto a economia.

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‘Brasil precisa de uma constelação de satélites própria para garantir a defesa da Amazônia Azul’, comenta o especialista

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‘Brasil precisa de uma constelação de satélites própria para garantir a defesa da Amazônia Azul’, comenta o especialista

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Em tensão que ocorre no mundo hoje, é preciso escolher parcerias estratégicas, diz especialista

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A crise no Oriente Médio e a disputa pelo estreito de Ormuz, além dos impactos econômicos, colocaram o tema do controle de rotas marítimas estratégicas em foco. O Brasil, que recentemente descobriu o potencial da chamada Amazônia Azul, ainda enfrenta problemas estruturais em suas Forças Armadas, e o investimento em defesa volta ao debate.

Nesse cenário, Ricardo Cabral, editor do canal Geopolítica & História Militar e coautor do livro “Guerra na Ucrânia: análises e perspectivas”, disse à Sputnik Brasil que Brasília ainda não tem plenas condições de garantir a soberania dessa região oceânica. Rica em biodiversidade, a área compreende a Zona Econômica Exclusiva brasileira, com aproximadamente 3,6 milhões de km² de extensão.

Capacidade de defesa da costa [e da Amazônia Azul] a gente tem, mas extremamente limitada. Por exemplo, as fragatas da classe Niterói já estão obsoletas. Nós teríamos que ter mais fragatas Tamandaré totalmente equipadas. Mas, na Marinha, nada é barato, tudo é caro”, afirmou.

Outro ponto levantado pelo especialista em temas militares é que, paralelamente à prontidão para contra-atacar, é necessário renovar o sistema de vigilância. Para isso, seria preciso pensar em alternativas que possam ser executadas dentro do país.

“Nós temos condições de construir navios de patrulha em estaleiros no Brasil. Além dos submarinos convencionais, é preciso ter alguns de propulsão nuclear para se complementarem. Também é fundamental ter a sua constelação de satélites nacional e drones de longo alcance que possam navegar até o limite da Amazônia Azul”, comenta.

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Prioridades para reforçar a defesa brasileira

Para Cabral, o fortalecimento da capacidade de pronto-emprego na defesa para a manutenção do controle da Amazônia Azul vai muito além de apenas armas e munições. É necessário investir em outras áreas estratégicas, como a aeroespacial e a nuclear, que dariam suporte e também a possibilidade de os militares brasileiros desenvolverem sua própria tecnologia.

“O mínimo que precisamos para defender a Amazônia Azul seria um veículo lançador de satélite, porque, a partir disso, se aprende a fazer foguete e míssil balístico. Nós temos uma área privilegiada [em Alcântara, Maranhão] muito mal aproveitada. E há a questão nuclear para desenvolver os submarinos, visto que o acordo com os franceses é muito penoso”, explica.

O analista faz um paralelo com a resistência do Irã frente ao conflito contra EUA e Israel para ressaltar a importância de que o orçamento e o planejamento militar sejam focados na produção dentro do Brasil como forma de assegurar o domínio da produção bélica.

“O Irã produz o míssil e o seu motor, consegue produzir combustível líquido apesar de depender de alguns componentes da China e, apesar das sanções, consegue sustentar essa guerra assimétrica. Essa é uma outra lição aprendida: o Brasil não tem sanções, mas precisa se preparar para o pior cenário possível“, enfatiza.

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Cooperação estratégica pode estar dentro do BRICS

Para a evolução das Forças Armadas, Cabral também observa que cooperações internacionais são de crucial importância no cenário global, principalmente aquelas que permitam a transferência de tecnologia. Nesse contexto, o pesquisador mencionou dois países do BRICS: Rússia e Índia.

“O que acontece hoje no mundo é preciso escolher a sua parceria. No estágio em que a Rússia se encontra, ela nos interessa. Uma parceria com a Índia também seria interessante. Mas, como grande parte do desenvolvimento militar indiano passa pela Rússia, eu optaria pela tecnologia russa, porque a gente pode se adaptar a isso. Lembrando que a Rússia tem alta capacidade em missilística”, conclui.

As rotas importantes para o comércio exterior, assim como regiões ricas em recursos energéticos no atual cenário geopolítico, podem significar tensões futuras devido a interesses de governos diversos. Desse modo, o avanço militar se torna tão vital quanto a economia.
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Fonte: noticiabrasil.net.br

Publicado em: 2026-04-15 10:45:00 | Autor: |

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