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Apesar de medidas eleitoreiras, governo termina 2025 reprovado e entregue ao ‘centrão’ no Congresso, diz pesquisa

Apesar de medidas eleitoreiras, governo termina 2025 reprovado e entregue ao ‘centrão’ no Congresso, diz pesquisa

Cresce a desaprovação do presidente da república Luiz Inácio, segundo levantamento feito entre os dias 24 e 26 de janeiro pelo PoderData. Os dados demonstram um crescimento de um ponto percentual no nível de desaprovação de Luiz Inácio, em relação a pesquisa feita em dezembro de 2025. Antes, a rejeição expressa por 56% dos entrevistados, hoje é expressa por 57%, apenas 2 pontos percentuais a menos que o recorde de 59%, batido em maio de 2025. Conforme deteriora a farsa eleitoral, para se sustentar, o governo se vê cada vez mais entregue aos ditames do “centrão”, e governando cada vez mais a direita também acaba por corroer a confiança da própria base de massas que o elegeu.

Assim, como cresce a desaprovação, caiu também em um ponto percentual a aprovação do pelego-mor. O número, que já era tímido, foi de 35% para 34%, logo, dentro da margem de erro. Os dados da recente pesquisa, segundo a análise do instituto, mostram que as medidas palatáveis e eleitoreiras, como isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cinco salários mínimos e contas de luz mais baixas em novembro de 2025, não foram capazes de contornar a derrocada da aprovação. 

Ao mesmo tempo em que indica programas evidentemente eleitoreiros, no final de 2025, o governo Lula intensificou significativamente a execução de verbas indicadas por parlamentares, controladas sobretudo pelo chamado “centrão” proto-bolsonarista ou bolsonarista. Segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Sinop) do Ministério do Planejamento e Orçamento, ao todo, R$ 47 bilhões foram empenhados, valor próximo do total autorizado, de R$ 48,5 bilhões. Somente nas semanas finais do ano, foram executados R$ 2,4 bilhões em emendas parlamentares, sendo que R$1,5 bilhão foi pago especificamente na semana do natal. 

Apesar disso, como relata a pesquisa, “o governo enfrenta um legislativo majoritariamente opositor, onde 69% dos deputados federais e 63% dos senadores não estão alinhados ao Planalto”. Os montantes injetados nos bolsos desses parlamentares demonstram o desespero em tentar reverter a desaprovação do governo oportunista, além de mais um exemplo da deterioração à direita de todo oportunismo em geral. Esses mesmos parlamentares, da direita e da extrema direita, são os lacaios do latifúndio, quando não os próprios latifundiários, que mantêm o país na subserviência e na semicolonialidade, e cujas candidaturas se unirão ao opositor de Luiz Inácio nas eleições presidenciais de 2026. 

A raiz da desaprovação

A crescente desaprovação, apesar de medidas consideradas de rápida aprovação popular, como a isenção do Imposto de Renda, está arraigada à frustração das promessas eleitorais à esquerda feitas pelo governo e não realizadas. A própria pesquisa da Genial/Quaest, de novembro de 2025, mostrou que 63% dos entrevistados consideram que Lula não tem conseguido cumprir suas promessas de campanha. Essa mesma pesquisa demonstrou que a aprovação do governo, em novembro, entre o eleitorado de esquerda não lulista e entre os considerados independentes havia decaído (2 e 3 pontos percentuais, respectivamente).

A percepção negativa da economia, que persiste apesar das medidas, com preços elevados de alimentos e a alta dos custos básicos, é considerado por diferentes pesquisas como fator chave para a desaprovação. Mas também se relaciona com a manutenção do “teto de gastos”, agora denominado “arcabouço fiscal” (que restringe o aumento de investimentos em áreas como saúde, educação e outros serviços públicos), a morte da falida “reforma agrária” (até o momento, apenas 385 mil hectares foi entregue aos camponeses em mais de dois anos, considerado pífio diante da necessidade estrutural do país) e outros demandas.

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Fonte: anovademocracia.com.br

Publicado em: 2026-01-28 19:23:00 | Autor: Redação de AND |

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