O movimento de resistência nacional palestino, Hamas, desmentiu hoje (25/2) as alegações feitas pelo jornalista Adam Rasgon no jornal monopolista ianque New York Times em uma reportagem publicada no dia 24 de fevereiro, na qual, segundo o veículo norte-americano, “oficiais do Hamas teriam reservas em relação ao 7 de outubro”.
De acordo com a reportagem, o chefe das Relações Exteriores do Hamas, Mouse Abu Marzouk, “não teria apoiado o ataque [a Israel] se ele soubesse da destruição que causaria em Gaza”. “Segundo ele, o conhecimento das consequências teria tornado ‘impossível’ apoiar o ataque.”
A declaração falsa foi repercutida por vários veículos do monopólio de imprensa, inclusive no Brasil. O veículo O Globo reproduziu a entrevista com o título “Autoridade do Hamas diz que não teria apoiado ataque de 7 de outubro a Israel se soubesse das consequências em Gaza”.
Hamas desmente alegações
“Confirmamos que as declarações da imprensa atribuídas ao Dr. Musa Abu Marzouk nessa entrevista estão incorretas e foram tiradas de contexto. A entrevista foi realizada há vários dias, e as declarações publicadas não refletem o conteúdo completo das respostas e foram retiradas do contexto de uma forma que não serve ao verdadeiro significado do conteúdo apresentado na entrevista.”, disse o Hamas, em uma declaração oficial.
O grupo disse que Marzouk deixou claro que a “abençoada operação do 7 de outubro” é uma “expressão do direito do nosso povo à resistência e de sua rejeição ao cerco, ocupação e o assentamento colonialista”.
O Hamas explicou que Marzouk pontuou que a ocupação criminosa de Israel é a razão da guerra e do genocídio, e que o movimento continua comprometido em suas posições firmes e no direito de resistência até que a ocupação seja removida da Palestina.
“O Dr. Abu Marzouk também enfatizou a posição firme do movimento em aderir ao direito do nosso povo à resistência em todas as suas formas, até a libertação e o retorno, e na vanguarda da qual está a resistência armada. Ele explicou que as armas da resistência pertencem ao nosso povo, e seu objetivo é proteger nosso povo e nossas santidades, e não é permitido desperdiçá-las ou abandoná-las enquanto houver ocupação de nossa terra.”, concluiu a declaração.
A transcrição da entrevista também indica que Abu Marzouk “não foi informado sobre os planos específicos para o ataque de 7 de outubro”. No entanto, ele é citado como tendo dito que “ele e outros líderes políticos do Hamas haviam endossado sua estratégia geral de atacar Israel militarmente”.
Publicado em: 2025-02-25 15:09:00 | Autor: Redação de AND |