IBIRAPITANGA: Camponesas do CETA comemoram o dia da mulher
Vindas de diversos acampamentos e assentamentos do sul da Bahia as mulheres do movimento de trabalhadoras assentados acampados e quilombolas - CETA realizaram, na manhã de ontem (13/02), o encontro…
Por José Jorge Souza
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Vindas de diversos acampamentos e assentamentos do sul da Bahia as mulheres do movimento de trabalhadoras assentados acampados e quilombolas - CETA realizaram, na manhã de ontem (13/02), o encontro que discutiu a temática central da campanha da fraternidade “Casa comum, nossa responsabilidade” e seu lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.
O encontro foi assessorado pela advogada Ana Maria que falou sobre realidade nacional do saneamento básico, a questão do lixo urbano e rural a situação da agua e dos biomas, chamando a atenção do que devemos fazer em quanto cidadãos para possibilitar que esse quadro possa mudar para que a população possa ter saúde e qualidade de vida.
| Dra. Ana Maria |
No segundo momento, Juciara Perminio, Pedagoga-militante do Ponto de Cultura ACAPEB -Associação Cultural e Beneficente Antônio Pereira Barbosa falou dos avanços dos direitos das mulheres nos últimos anos, destacando as políticas de combate a violência familiar sofrida pelas mulheres e denunciada no dia-a-dia. Ressaltou que os dados os dados estatísticos apresentam o maior número de casos registrados nas zonas urbanas dos municípios. As políticas sociais possibilitaram que essas mulheres pudessem conquistar autonomia tendo acesso a créditos a universidade, disse Juciara Perminio, sendo que muitas delas são responsáveis pela casa cuidando dos filhos sozinhas, concluiu.
| Juciara Perminio (Ponto de Cultura ACAPEB) |
Para Teresa Francisca, umas das organizadoras do evento, “o encontro trouxe para nos camponesas uma reflexão sobre nossa casa comum, o quanto que as nossas ações refletem diretamente sobre o meio ambiente é necessário que a cada dia desenvolva ações voltadas para a proteção do meio ambiente, produzir com base agroecológica garantindo a sustentabilidade”.
O encontro iniciou pela manhã e à tarde as mulheres participaram da oficina de confecção de velas, ministrada por Dra. Ana Maria, que acredita que o artesanato é uma forma de reduzir os ricos ambientais e ajudar na sustentabilidade familiar.
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