Inscreva-se

Seja o primeiro a saber as últimas atualizações

Brasil

PR: Trabalhadores informais de taxa em Curitiba iniciam organização por direitos básicos

PR: Trabalhadores informais de taxa em Curitiba iniciam organização por direitos básicos

O Movimento dos Trabalhadores Informais Taxistas (MTIT) foi fundado em Curitiba, marcando um passo decisivo na luta contra a exploração patronal e a precarização do trabalho. A assembleia inaugural, realizada no dia 17 de março na reitoria da Universidade Federal do Paraná, reuniu 25 trabalhadores determinados a enfrentar as condições degradantes impostas pelos patrões.

Durante mais de duas horas, os participantes expuseram a brutal realidade enfrentada pela categoria. Jornadas extenuantes que frequentemente ultrapassam 10 horas, ausência de intervalos para refeições, acúmulo de funções e retenção de pagamentos pelos contratantes foram denunciados. Mães trabalhadoras destacaram o desafio de conciliar o trabalho precário com as responsabilidades familiares, evidenciando a face mais cruel da crise geral que assola o país.

O MTIT emerge como uma resposta espontânea e combativa dos trabalhadores à ofensiva do capital. Apesar das tentativas de sabotagem por parte de elementos reacionários, que buscaram desmoralizar a organização por meio de mensagens depreciativas em grupos de WhatsApp, os trabalhadores mantiveram-se firmes em seu propósito de luta.

A situação dos trabalhadores de taxa é um reflexo da intensificação da exploração da força de trabalho no Brasil. Operando sem vínculos empregatícios formais, estes proletários são submetidos a um regime de trabalho por peça moderno, realizando tarefas específicas por valores irrisórios, sem quaisquer garantias trabalhistas ou controle sobre sua jornada. Este modelo, frequentemente mediado por plataformas digitais, resulta em superlucros para os patrões, enquanto os trabalhadores arcam com todos os custos operacionais.

A vulgarização do trabalho atinge níveis alarmantes, com os patrões impondo valores arbitrários por noite trabalhada, que variam de R$ 80 a R$ 120, por funções que extrapolam qualquer limite razoável de exploração. Os trabalhadores, premidos pela necessidade e pela escassez de alternativas, submetem-se a estas condições degradantes, muitas vezes estabelecidas por meios precários como mensagens de WhatsApp.

Ao final da assembleia, o MTIT estabeleceu grupos de trabalho iniciais para organizar suas demandas e fortalecer a luta. Esta mobilização representa uma resposta consciente e organizada dos trabalhadores à profunda crise social e econômica que assola o país, demonstrando que apenas por meio da unidade e da luta classista será possível enfrentar a ofensiva do capital e conquistar direitos.

Fonte: anovademocracia.com.br

Publicado em: 2025-03-24 08:24:00 | Autor: Igor Totti |

portalgongogi

About Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba por email.

    Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do portal gongogi.

    Portal Gongogi © 2024. Todos os direitos reservados.