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Politica

Lindbergh critica tentativa de derrubar veto ao PL da Dosimetria

Lindbergh critica tentativa de derrubar veto ao PL da Dosimetria

A poucos dias da sessão conjunta do Congresso marcada para a próxima quinta-feira (30/4), o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, elevou o tom contra a tentativa de derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado projeto de Lei (PL) da Dosimetria.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a articulação de “escandalosa” e afirmou que a medida, além de beneficiar condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, também abriria caminho para a redução do tempo mínimo de cumprimento de pena em crimes hediondos. A sessão do Congresso foi convocada com pauta única para analisar o veto presidencial ao projeto.

Na legenda da postagem, Lindbergh associou diretamente a movimentação política ao senador Flávio Bolsonaro e acusou aliados bolsonaristas de costurarem um “acordão” em Brasília. “A derrubada dos vetos do presidente Lula ao PL da Anistia para Bolsonaro também vai beneficiar traficantes, milicianos, estupradores e feminicidas. Flávio Bolsonaro e sua gangue fizeram um acordão: salva meu pai e a gente enterra a CPI do Master”, escreveu.

No vídeo, o deputado também detalhou a crítica e afirmou que a proposta reduz exigências para progressão de regime em crimes classificados como hediondos.

Segundo ele, o percentual mínimo de cumprimento da pena para réus primários cairia de 70% para 40%, enquanto, em casos de crimes hediondos com resultado morte, recuaria de 75% para 50%. Lindbergh citou nominalmente traficantes, milicianos e autores de feminicídio ao argumentar que a mudança teria efeitos amplos no sistema penal, extrapolando o debate sobre os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.

Lindbergh também acusou parlamentares da oposição de silenciarem sobre a CPI do Master em troca de apoio à derrubada do veto. Sem apresentar provas do suposto acordo, afirmou que a oposição poderia ter pressionado pela leitura do pedido de criação da comissão, mas optou por não levar o assunto adiante.

Para o petista, a articulação representa “um acordão vergonhoso” com potencial de beneficiar “a criminalidade brasileira”, numa tentativa de transformar a votação da próxima semana em novo embate político entre governistas e bolsonaristas.


Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Publicado em: 2026-04-25 18:43:00 | Autor: |

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