Justiça absolve acusado de matar três mulheres em Ilhéus; MP recorre
Thierry Lima da Silva foi absolvido por falta de provas no caso das três mulheres mortas em Ilhéus, mas segue preso por outro processo.
Por José Jorge Souza
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Thierry Lima da Silva foi absolvido por falta de provas no processo pela morte de três mulheres em Ilhéus, no sul da Bahia, em julgamento que teria ocorrido em 8 de outubro. O Ministério Público da Bahia (MP-BA), responsável pela denúncia, recorreu da decisão cinco dias depois da sentença.
As vítimas eram as professoras Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, e Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, além da estudante Mariana Bastos da Silva, de 20, filha de Maria Helena. Elas foram encontradas mortas em uma área de mata da Praia dos Milionários em 16 de agosto de 2025.
Os laudos periciais não identificaram material genético nem impressões digitais de Thierry no local onde estavam os corpos. Também não foram encontrados vestígios dele nas três facas apreendidas que teriam sido usadas nos assassinatos.
Acusado permanece no Conjunto Penal de Itabuna
A prisão preventiva referente às mortes das três mulheres foi revogada a pedido da Defensoria Pública Estadual, com determinação de soltura imediata. Thierry, porém, continua no Conjunto Penal de Itabuna porque também está preso preventivamente pela morte do companheiro, Lucas dos Santos Nascimento.
Na época da prisão, quando também foi autuado por tráfico de drogas, ele alegou ter matado Lucas por espancamento, motivado por ciúmes.
Mulheres saíram para caminhar na praia
Alexsandra, Maria Helena e Mariana saíram para caminhar com um cachorro da família na tarde de 15 de agosto de 2025. Câmeras de segurança de barracas registraram a passagem das três pela região antes do desaparecimento, mas não havia imagens do ponto onde os corpos foram localizados.
Segundo a Polícia Civil, Thierry confessou ter atacado as mulheres a facadas durante uma tentativa de roubo e afirmou que agiu sozinho. Ainda conforme o relato atribuído a ele pela polícia, o cachorro foi amarrado a uma árvore próxima aos corpos.
As duas professoras trabalhavam na mesma escola municipal. Mariana cursava engenharia ambiental. As vítimas moravam em condomínios vizinhos, perto da praia.
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