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domingo, 8 de novembro

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Minilua 2026 QQ8 fica na órbita da Terra até dezembro, sem risco de colisão

Com cerca de dois metros, a minilua 2026 QQ8 foi capturada pela gravidade terrestre em abril e ficará a pelo menos 568 mil quilômetros do planeta.

Por Redação Portal Gongogi

· Leitura de 2 min

Foto: Globo

A Terra tem uma nova minilua temporária: o objeto 2026 QQ8, de cerca de dois metros de diâmetro, entrou na órbita do planeta em abril de 2026 e deve permanecer até dezembro. A passagem não oferece risco de colisão. Depois desse período, o pequeno corpo celeste deve escapar da influência terrestre e continuar seu percurso ao redor do Sol.

Detectado em agosto, o visitante teve sua descoberta anunciada pelo Centro de Planetas Menores (MPC), ligado à União Astronômica Internacional. Sua aproximação máxima será de aproximadamente 568 mil quilômetros da Terra, distância superior à média de cerca de 384 mil quilômetros que separa o planeta da Lua.

Observações descartaram lixo espacial

A origem do 2026 QQ8 não ficou clara nas primeiras análises. Os astrônomos chegaram a considerar que fosse um fragmento de foguete ou de satélite antigo, mas observações posteriores apontaram para um corpo natural, possivelmente um pequeno asteroide.

O Terra detalhou que essa verificação utilizou o telescópio de 2,2 metros da Universidade do Havaí e o Lowell Discovery Telescope. Apesar dos indícios de origem natural, o MPC ainda emprega a classificação genérica de “objeto” para o 2026 QQ8.

Uma companhia passageira para a Lua

Miniluas são pequenos corpos que passam perto de um planeta e ficam temporariamente presos à sua gravidade. A presença desses visitantes não muda a condição da Lua como único satélite natural permanente da Terra.

Mesmo pequeno, o 2026 QQ8 supera o tamanho médio estimado para essas companhias temporárias, de aproximadamente 75 centímetros. Caso um corpo de suas dimensões entrasse na atmosfera terrestre, o mais provável seria sua destruição antes de alcançar a superfície.

O objeto leva cerca de 359 dias para completar uma volta ao redor do Sol e se aproxima da Terra aproximadamente a cada dez anos. Esses encontros, porém, não resultam necessariamente em captura: passar perto do planeta não significa que ele voltará a se tornar uma minilua.

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