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domingo, 8 de novembro

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Rio de Janeiro (RJ)

Lucas Portela tem prisão mantida após ataques a duas vizinhas no Rio

Lucas Portela é investigado por tentativa de feminicídio contra duas vizinhas no Maracanã. Uma das vítimas relatou medo de morrer durante o ataque.

Por Redação Portal Gongogi

· Leitura de 2 min

Foto: Jovem Pan

O lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, teve a prisão convertida em preventiva neste sábado (7 de novembro), no Rio de Janeiro. Ele é investigado por tentativa de feminicídio contra duas vizinhas de um condomínio na Avenida Maracanã, na zona norte, agredidas na madrugada de quinta-feira (5 de novembro).

A decisão foi tomada em audiência de custódia pela juíza Laura Noal Garcia. Com a medida, o lutador permanece preso, sem prazo determinado para a soltura. O processo tramita na 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital.

Uma das vítimas, que não teve a identidade revelada, contou que foi verificar um barulho no prédio quando encontrou o agressor. Ela relatou ter recebido socos na cabeça e sofrido um estrangulamento, chegando perto de perder a consciência.

“Pensei, 'meu Deus, será que eu vou morrer?'”, disse a mulher. Ela afirmou que nunca tinha visto Lucas antes e que ele fazia ameaças de morte durante o ataque. A vítima também relatou dores, medo de que o lutador volte ao condomínio e a possibilidade de precisar de cirurgia no rosto.

Invasão de apartamento e agressões

O registro policial aponta que Lucas entrou no apartamento de uma vizinha e ameaçou matar pessoas que estavam no imóvel. Outra moradora foi verificar os pedidos de socorro e acabou atacada ao sair do elevador, no terceiro andar.

Após escapar, a mulher recebeu ajuda do porteiro no térreo. Com sangramento intenso, foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar.

Entre as vítimas está uma mulher de 81 anos. O irmão dela, Jorge Santos, relatou que o lutador arrombou o apartamento e a agrediu até que ela perdesse a consciência.

Investigação e relato do suspeito

O delegado Álvaro Gomes, da 18ª DP, afirmou que Lucas disse não se lembrar das agressões, apenas de estar algemado na portaria. No depoimento, o suspeito declarou ter usado anabolizantes e antidepressivos antes do episódio.

Durante a abordagem, o lutador resistiu e tentou tomar a arma de um policial, conforme o registro da ocorrência. Ele foi atingido por disparos nas pernas e imobilizado. A 18ª DP, na Praça da Bandeira, conduz a investigação.

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo telefone 180, gratuitamente, durante as 24 horas do dia. O serviço também oferece orientação e encaminhamento para atendimento psicológico e proteção. Há atendimento pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

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