Marquise de antigo prédio da Caixa desaba em Fortaleza após autuações
Marquise de antigo prédio da Caixa caiu na Aldeota, em Fortaleza. Imóvel havia sido autuado por falta de conservação e vistoriado pela Defesa Civil.
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A marquise de um prédio onde funcionava uma agência da Caixa Econômica Federal desabou na madrugada desta sexta-feira (6 de novembro), na avenida Barão de Studart, no bairro Aldeota, em Fortaleza. O imóvel já havia sido alvo de fiscalização e de autuações por problemas de conservação.
O desabamento ocorreu após uma vistoria da Defesa Civil de Fortaleza, realizada em 29 de outubro. Na visita, a equipe encontrou a edificação com aparência de abandono, sem portas nem janelas, e identificou pontos onde partes da estrutura estavam se soltando.
Diante dessas condições, a Defesa Civil delimitou com fita zebrada o trecho considerado de risco junto à calçada, por onde circulam pedestres. Na manifestação sobre aquela vistoria, o órgão também comunicou que havia iniciado a busca pela identificação do proprietário para notificá-lo.
Fiscalização já havia apontado irregularidades
A Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) esteve no endereço semanas antes da queda e autuou o responsável pelo imóvel por falta de fechamento e conservação. A irregularidade é considerada grave pelo artigo 885 do Código da Cidade, estabelecido pela Lei Complementar nº 270/2019.
Essa não era a primeira autuação relacionada ao endereço. Em setembro, a Agefis já havia registrado problemas na conservação da calçada. As medidas de fiscalização, portanto, antecederam o desabamento da marquise.
Em relato ao O POVO, o ambulante José Edinardo Pereira Montes, que trabalha em frente ao prédio há 33 anos, manifestou preocupação com as rachaduras na edificação. Ele acompanhou o período em que a agência bancária ainda atendia no local.
O ambulante também relatou a presença de vigilantes terceirizados, mas avaliou que isso não bastava para garantir a segurança na área. Sobre ocorrências de invasão, furto e depredação, a Agefis esclareceu que a apuração cabe aos órgãos de segurança pública.
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