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sábado, 31 de outubro

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Super El Niño 2026 deve se intensificar e elevar calor no Brasil até janeiro

Super El Niño 2026 deve atingir intensidade muito forte entre novembro e janeiro; boletim prevê calor e menos chuva em áreas do Nordeste.

Por Moabe de Jesus Souza

· Leitura de 3 min

O El Niño deve atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, com temperaturas acima da média em quase todo o Brasil. A projeção consta do quinto boletim do Painel El Niño, divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em 29 de outubro. Para áreas do Nordeste, o documento também indica maior probabilidade de chuvas abaixo do padrão histórico.

O cenário do chamado Super El Niño reúne riscos diferentes pelo país: estiagem e incêndios florestais em algumas regiões, aumento dos níveis dos rios e inundações em outras. Segundo o boletim, apresentado pela CNN Brasil, o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial deve continuar pelo menos até o primeiro trimestre de 2027.

Para os leitores da Bahia, há um limite na informação disponível: os trechos fornecidos não detalham a previsão para o estado nem para municípios do sul baiano. A tendência de menos chuva se refere a setores do Nordeste e não permite afirmar que todas as cidades terão o mesmo comportamento.

Seca grave aumenta no Nordeste

O diagnóstico do painel mostra que a parcela do Nordeste classificada com seca grave passou de 16% para 28% entre agosto e setembro. Os dados são do Monitor de Secas e foram apresentados na reportagem da CNN Brasil.

Segundo o documento, a combinação de temperaturas elevadas e chuva abaixo da média pode acelerar a perda de umidade do solo e agravar a escassez de água nos próximos meses. Na região, o boletim associa os impactos da seca à falta de água e a prejuízos para comunidades rurais.

Mesmo onde a previsão aponta menos chuva, podem ocorrer precipitações intensas. O painel explica que calor e umidade disponível na atmosfera podem favorecer tempestades isoladas. Por isso, a tendência para o trimestre não significa ausência de episódios de chuva forte.

Estudo projeta mortes adicionais relacionadas ao calor

Outra dimensão do risco aparece em uma projeção do Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago, divulgada por O GLOBO com base em publicação do The Independent. O levantamento estima 857,4 mil mortes adicionais relacionadas ao calor no mundo entre junho e março, sendo 26,7 mil no Brasil.

Esses números são estimativas, não uma contagem de óbitos confirmados. O cálculo compara a mortalidade projetada com a média do período de 1996 a 2005. Segundo o laboratório, a previsão foi revisada para cima após agosto e setembro registrarem temperaturas superiores às esperadas.

Diante dos riscos climáticos, os órgãos responsáveis pelo Painel El Niño recomendam acompanhar previsões, avisos meteorológicos e condições dos rios. A Defesa Civil orienta os moradores a atualizar o cadastro para receber alertas, conhecer os riscos do bairro e identificar locais seguros e rotas de fuga para emergências.

Fontes

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